quarta-feira, 10 de outubro de 2012

bardos poetas - poema 2

viro-me para dentro
tenho lá tanta origem
subo até anoitecer
a variável velocidade do dia/ noite
noite/ dia veloz varia
é circo meu amor
tudo é circo – os homens não sabem
outro argumento senão fingir 
o que não são
dentro deste tempo a vida urge
e surge o que se é
desceu tarde a noite ao útero
a seara amadureceu
a cigarra canta
toca tua campainha
atende somente o verdadeiro
tenho os pés nus sobre o tempo
cajus à porta da fonte
jacarandás à varanda
tem música o olhar
hardcore nas sombras
tudo nos é caro e raro
e tudo nos é escasso
mamutes tiveram piedade
e desapareceram

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