sexta-feira, 7 de junho de 2013

quase clandestina - dafne estrada

* nos metapontos da lua
o sol cresce

* partida e chegada
na boca das estações

* mãos:
poros onde respiram
as palavras

* na metafísica
eu sou animal

* brinco
na hora em que o sono me devora

* segredo
é o paraíso
no coração da ave

* mar
é onde verto
dos olhos todo o azul

* canto
o inconsolável vento

* eu
província da alma

* alma
madrugada
quase clandestina

* burel
como um fascinante inverno

* adrenalina:
velocidade
em busca do mundo

2 comentários:

  1. um belo poema, amigo Dimi.
    Abraço,
    JG

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    Respostas
    1. ...também achei, é uma poeta que conheci recentemente, já publiquei-a a duas semanas atrás...e este espaço está aqui para isso, tornar visível poetas não consagrados.
      Abraço João....e digo mais, gostei do seu cd com standards do jazz!

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